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Apple e Intel: possível retomada de parceria pode transformar o futuro dos chips da linha M

A Apple pode estar prestes a reativar uma parceria histórica que marcou gerações de Macs. De acordo com novas análises de mercado, a Intel pode voltar a fabricar parte dos chips da linha “M”, que equipam Macs e iPads — um movimento estratégico que pode mudar o cenário da indústria de semicondutores nos próximos anos.

Por que a Apple pode voltar a trabalhar com a Intel?

Segundo o respeitado analista Ming-Chi Kuo, a Intel foi selecionada como fornecedora secundária para produzir os chips “M” de entrada, previstos para chegar ao mercado entre o segundo e o terceiro trimestre de 2027.

Esses processadores mais básicos seriam responsabilidade da Intel, enquanto as versões avançadas — M Pro, M Max e M Ultra — continuam nas mãos da taiwanesa TSMC, líder mundial em litografia avançada.

O que motivaria essa decisão?

A possível retomada da parceria não afeta a relação atual da Apple com a TSMC. Na verdade, pode ser uma jogada inteligente para:

  • Reduzir a dependência de um único fornecedor, uma preocupação crescente na indústria.
  • Agradar o governo dos EUA, especialmente o atual governo Trump, que pressiona por maior produção nacional de tecnologia.
  • Fortalecer a capacidade de produção global, importante em um período de alta demanda por chips de IA.
  • Ajudar a Intel, que busca recuperar terreno no mercado com sua divisão Foundry.

Dica do especialista: Diversificar fornecedores é uma das estratégias mais poderosas para empresas que lidam com tecnologia de ponta — e isso serve também para quem empreende no digital.

Uma relação antiga que pode renascer

A relação entre Apple e Intel não é nova:

  • Entre 2005 e 2019, todos os Macs utilizavam processadores Intel.
  • Em 2020, a Apple iniciou a migração para seus próprios chips Apple Silicon, baseados na arquitetura ARM, mais eficientes e integrados ao ecossistema da empresa.

Essa mudança foi um marco, tanto em desempenho quanto em autonomia energética. E, apesar de não voltar aos tempos antigos, a colaboração agora pode assumir um formato diferente — mais estratégico e menos dependente.

Por que a Intel tem interesse nessa parceria?

A Intel está em plena fase de reconstrução. Sua divisão Intel Foundry quer competir diretamente com gigantes como Samsung e TSMC, produzindo chips para outras empresas. Hoje, porém, ainda registra prejuízos e precisa de grandes contratos para ganhar tração.

Uma parceria com a Apple, mesmo que limitada aos chips “M” de entrada, seria:

  • Um selo de confiança para o restante do mercado.
  • Uma chance de ampliar sua capacidade industrial.
  • Uma forma de correr atrás do atraso tecnológico dos últimos anos.

O impacto dessa possível parceria no mercado

Se confirmada, a colaboração Apple–Intel pode gerar efeitos importantes:

Para a Apple

  • Aumento na segurança da cadeia de suprimentos.
  • Redução de riscos em crises de produção global.
  • Reforço da imagem de empresa comprometida com o mercado norte-americano.

Para a TSMC

  • Possibilidade de focar em chips mais avançados, especialmente os de IA, onde as margens são maiores.

Para a Intel

  • Um empurrão decisivo para voltar a competir no segmento de foundries.
  • Mais visibilidade entre grandes players do mercado.

Até o momento, nenhuma das empresas se pronunciou oficialmente, mas o rumor já está movimentando analistas e investidores.

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