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📣 Nova norma do Banco Central pressiona fintechs — e Nubank busca licença bancária para manter o nome

No fim de novembro, o Banco Central (BC) publicou uma nova resolução que mudou o cenário para as fintechs brasileiras. A partir dela, empresas que não possuem licença bancária formal não poderão mais utilizar termos como “banco” ou “bank” em seus nomes, marcas ou comunicações.

Com a mudança, o Nubank — uma das fintechs mais populares do país — anunciou que já está trabalhando para obter uma licença bancária oficial e, assim, manter seu nome atual sem precisar alterar identidade visual ou domínio.


🔍 Por que o Nubank precisa buscar uma licença bancária?

Apesar de operar como um banco há anos, o Nubank não possui uma licença bancária tradicional. Hoje, a empresa funciona por meio de várias autorizações, como:

  • Instituição de Pagamento
  • Sociedade de Crédito, Financiamento e Investimento
  • Corretora de Títulos e Valores Mobiliários

Segundo a própria companhia, essas licenças permitem todas as operações atuais. Porém, a nova regra do BC exige que o uso do termo bank seja reservado apenas a instituições formalmente licenciadas como bancos.

Em nota, o Nubank reforçou que a mudança não deve afetar sua estabilidade financeira:

“A inclusão de uma instituição bancária no conglomerado não implica alterações materiais nas exigências adicionais de capital e liquidez.”


📘 O que diz a nova resolução do Banco Central?

A norma divulgada em 28 de novembro, em conjunto com o Conselho Monetário Nacional (CMN), tem como objetivo padronizar a forma como instituições financeiras se apresentam ao público.

A partir dela, fica proibido o uso de termos que sugiram uma modalidade de instituição diferente da qual a empresa realmente faz parte.

Isso significa que:

  • Fintechs que não são bancos não poderão usar “banco” ou “bank” no nome.
  • A regra vale também para marca, nome fantasia, domínio de site e qualquer meio de comunicação com o consumidor.

As empresas terão:

  • 120 dias para apresentar um plano de adequação;
  • Até 1 ano para concluir todas as mudanças.

Entre as fintechs afetadas estão: Nubank, PagBank, Will Bank, entre outras.


🧩 O objetivo da nova regra: mais clareza para o consumidor

Segundo o BC, a intenção é evitar que clientes sejam confundidos sobre a natureza da instituição com a qual se relacionam. Assim, fica mais transparente identificar quem é um banco, quem é apenas uma instituição de pagamento, quem é uma fintech de crédito, etc.

A regra também busca melhorar a comunicação das empresas com o mercado, criando uma distinção clara entre modelos de operação.


💬 O que dizem as fintechs?

A ABFintechs, que representa o setor no Brasil, afirmou que a resolução não pegou ninguém de surpresa — ela já havia sido discutida em consulta pública.

Apesar do impacto, a associação declarou que:

  • a medida deve ser considerada positiva, pois traz clareza regulatória;
  • a maioria das empresas já estava ciente e preparada para ajustes;
  • os prazos definidos pelo BC são suficientes para adaptação.

🚀 O que muda para o usuário?

Por enquanto, nada muda na forma como os serviços do Nubank funcionam.
Clientes continuam podendo:

  • movimentar contas,
  • usar cartões,
  • investir,
  • contratar empréstimos,
    exatamente como sempre fizeram.

A principal mudança será na formalização regulatória da marca — e, claro, na corrida das fintechs para decidir se ajustam seus nomes ou se buscam licenças bancárias completas.


✨ Conclusão: um novo capítulo para o mercado financeiro digital

A decisão do Banco Central marca um momento importante para a evolução do setor financeiro no Brasil. Ela pressiona as fintechs a serem mais claras sobre suas classificações e cria um caminho mais transparente para o consumidor.

Para o Nubank, conquistar a licença bancária representa não apenas uma adequação, mas também um passo a mais rumo ao fortalecimento como um dos maiores players financeiros da América Latina.

*Matéria publicada originalmente em IstoÉ Dinheiro

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